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Mensagens

A mostrar mensagens de Outubro, 2014

Doença e Cura by Patrícia Pinna

Numa covardia indecente
A doença invadiu a mente
Contaminou o coração
Debilitou o corpo

Instalou-se de repente
Vitimando seus portadores
Na vigente ignorância
Não percebendo a lentidão
Consumindo tantos ideais
Acabando com qualquer paz

Os medos vêm fatalmente
Sem entendermos as suas razões
Nefastas reações inconscientes
Resultantes do mal que assola
Brevemente consumindo todas as horas

A cura para a doença
É uma questão em aberto
Talvez os doentes tornem-se conscientes
Conseguindo enxergar a necessidade
De tomarem o remédio
Na esperança de sararem
Encarando de frente as fraquezas
Crendo um dia serem suas luzes acesas!

                                                                      Patrícia Pinna
                                                           Redescobrindo a Alma




Esperando por Ti - por Hélder Gonçalves

Olho para além  da janela, A chuva cai, sem doer: Gritos  em silencio. Perto de mim, minha cadela Será que ela entende,meu sofrer? Porque será que assim penso?
Em solidão, míngua do teu afeto, Procuro-te em sobressalto, Na página vazia do meu ser, Escrita, está, em fino dialeto Nossa história de amor, tão alto,  Que queríamos e não podemos ter
Olho para além da janela Já não vejo a chuva  cair. Mas, teu vulto, junto da flor, Que plantaste -  bem perto dela, Agora, teimosa, continua a florir,
Testemunho vivo do teu amor
Dez 2013

A Despedida Da Amiga e Poeta, Cássia Torres by Patrícia Pinna

A nossa amiga e poeta, Cássia Torres, está desligando-se como participante deste blog por projetos pessoais que, requerem dela muito tempo, e, não consegue dar a devida atenção que o mesmo merece, isto, segundo suas palavras.
Todos nós fomos agraciados com suas belas participações, seus poemas e sonetos que sempre continham uma mensagem interessante, bonita e muitas vezes reflexivas.
Ela continuará sendo a nossa amiga e nós, seus amigos.
A vida, seus caminhos, muitas vezes nos afastam teoricamente de alguém ou algo, mas isto não significa que esquecemos das pessoas ou do que nos faz feliz, e quem é verdadeiramente amigo, compreende e respeita o caminhar pessoal de cada um.
Portanto, desejamos para a nossa amiga muita sorte na vida, na poesia e em seus projetos.
Seja sempre bem-vinda ao blog "O Refúgio Das Origens", este espaço acolhedor e amigo sempre terá o prazer de receber suas visitas.
Tudo de bom é o que deseja a família R.O com nosso agradecimento especial!
Receba todo o noss…

Superação by Patrícia Pinna

Possível amanhã encoberto de temor
Desconhecido frio e imensa dor
Imaginados em cenas nebulosas
Infusão de aromas tóxicos

Inércia maldita, ilusória e irônica
Engana com cimento invisível
A quem não consegue sair do lugar
Gargalhando da sua agonizante condição

Quebrado será o cimento
Nem quando e nem como 
Os anjos permitirão saber

Livre serão os seus pés,
Ainda que dormentes,
Conseguirão caminhar

Pegarás a cartilha de cores vivas
Desenharás e pintarás pensamentos de fé
Um degrau verde e branco formarás
Onde com um leve sorriso
Subirás sem dar ré!


                                                            Patrícia Pinna
                                                      Redescobrindo a Alma


ALFAMA - O Bairro onde nasci Por Hélder Gonçalves

Alfama – o bairro onde Nasci    Da janela de guilhotina, do meu quarto Escancarado ao sol  - festival de luz! Alcandorado em assimétricos telhados, Onde  gatos,  estatelados, dormiam - Eu via o Tejo, a espreguiçar-se até à foz. Faluas tantas! - a cruzarem, carregadas, A todo o pano, sulcando o rio, azáfama atroz!
Alfama – O bairro onde nasci
De gente pobre, de muito  trabalho – Algum tempo, com minha mãe, ali vivi. Bairro de marinheiros e estivadores. Epopeia na Universal História – Da era dos Descobridores! Jogados  em caravelas -  trabalhos forçados Heróis à força – da tristeza, nasceu o Fado. Comandantes das naus -  os seus senhores!
Alfama – O Bairro onde nasci
Tudo mudou no tempo, entretanto, envelheci. Já não vejo os gatos, nos telhados, refastelados Nem as faluas garbosas, sulcando o Tejo. Nem os golfinhos emergem, com suas danças A chita dos vestidos das raparigas deu lugar à ganga Como a taberna esconsa, de corvos à porta Voltou casa de fado -  agora, também, propaganda!

Alfama - O Bairro  onde nasc…

O choro que rasga a alma

Em choro estou me rasgando Desfazendo-me dia após dia Em linhas vou estilhaçando Cortando tudo em melodia
Neste emaranhado emotivo Eu te chamo a todo instante Enquanto no abismo eu vivo Numa turbulência constante
Destas palavras aqui reunidas No cabeçalho de sentimentos Das promessas descumpridas Que provocaram sofrimentos
Dos muitos casos insatisfeitos Atirados neste mundo afora Despeço-me dos maus feitos Que me torturaram até agora
Agregando valores imensos A uma raiz justa e descente Que causam risos intensos Clareando toda minha mente
Que pede desesperadamente Por mais paz e compreensões Pois, necessita urgentemente De mais amor em suas ações