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Mensagens

A mostrar mensagens de Janeiro, 2015

A Cápsula do Tempo - por Hélder Gonçalves

Na cápsula do tempo Onde sobrevivo: Arquivado, sem luta Parado, sem lamento Comigo convivo Sem maestro, nem batuta!
Na cápsula do Tempo Espreito pela janela A vida rodar dia a dia Longe estou, vou vivendo Do mundo gasto em querelas Mesmo tempo eu percorria
Na cápsula do tempo Sobrevivo só – com saudade Dos amigos que vão partindo Da vigia espreito – estou vendo O mundo afastar-se: a realidade Conformismo profundo,  infindo
Na cápsula do tempo Que da terra mais se afasta Me deixa melhor enxergar O mundo lá longe correndo Tempo fútil que se gasta Contendas inúteis a sangrar
Na cápsula do tempo Então, confesso, prefiro estar Sobrevivendo sem companhia Meus sonhos vou percorrendo De amores, sem poder amar Vãs Esperanças de algum Dia!

Na cápsula do tempo, sigo sem parar.



Docarmo
Jan-2014

O Caminho

Teus olhos - tanto dizem no silêncio que sorri. Cristalina lágrima que cai. Fazendo-me doce carinho na dor Nesta impotência de saber eu, Que, poesia, não abraça: O ADN nos digitais, destas minhas mãos que trazem Na memória, o caminho do teu coração
Ronilda David/Loubah Sofia  Alma feita de Ti.

OPINIÕES - por Hélder Gonçalves

Há quem diga: poeta é um fingidor Está certo! -  respeito tal  opinião Ele pode ser tudo, seja o que for: quanto a mim, será outra a razão
Poema será mais que tudo isso Gritos da alma, dos sentimentos. Do coração saídos em compromisso, assenta na palavra e nos momentos
Poeta  é , o que dá voz ao coração Nunca, mero exercício de palavras Fingidor? - jamais serei, por devoção, mesmo que, por demais,sejam amargas



Hélder Gonçalves/Docarmo
Dez. 2013

Estranha Forma de Amar - Por Hélder Gonçalves

Estranha forma de amar. Vontade intrinseca de magoar! Sentimentos incontidos Alguns silencios doridos Vontade de te tanto gritar!

A Contabilidade da Vida por Hélder Gonçalves

Naquelas longas noites escuras de silêncios, só eu ! Nos balanços da escrita da  vida, do Deve e Haver Da minha contabilidade registada, saldo esperado Não apresentado  - o fecho ainda não aconteceu

OUTONO por Hélder Gonçalves

  Folhas soltas, cor de cobre, no chão varridas pelo vento: retalhos de esperanças caídas, galhos de ilusões em tormento, premonições em mim sentidas Outono -  em tudo sou pobre!
No teu corpo me aconchego. Em teu abraço me conforto. Do teu  consolo vou vivendo. Recordações? - o meu sossego; no teu peito, em bom porto: saudades de mim vou tendo!




Nov.2012

Estado de Êxtase by Patrícia Pinna

Sentada olhando a Natureza formosa
Passeando pelo meus olhos quase cerrados
Por uma embriaguez de quem tem de seguir a vida
Entre a felicidade efêmera e a tristeza oculta

Dias de aprendizado com a mansidão do silêncio
Entre as folhas escondidas verdes e grandiosas
Guardando os meus segredos e expectativas mais gloriosas

Onde a cascata imaginária transforma-se em  amor
Nas pequenas esferas de um corpo que não vaga mais
Sentindo a presença marcante de um aroma deslumbrante
Nas faces rosadas e cálidas receptoras do desejo

Então, não indago mais, tampouco questiono o destino
Que em seu próprio desatino oferece banquetes plurais
Farto-me da essência que cada um deles proporciona

Desnuda em olhos de amor, um pouco de dor
Como sobremesa vislumbrando o Universo ao meu redor
Senhor de inestimável graciosidade e dono de verdade
Nem um pouco absoluta!


                                                                                 Patrícia Pinna