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A mostrar mensagens de Maio, 2015

AUSENCIA, por Hélder Gonçalves

Naquela ponta de terra, mar adentro Olho o infinito: A nossa vida - A saudade, tanto tempo! Sai num grito. De longe, as musas trazidas pelo vento, Fazem-me proscrito, Prisioneiro de mim, do meu pensamento. Estático fico.  Diáfano manto -  de ti me lembro Teu sorrir rico A iluminar de branco o que contemplo E que acredito, Embora intangível será o meu templo Onde sempre medito: Aí, estendes as mãos, em breve momento. De saudade sou mendigo. Esperando em vão, teu regresso, num lamento


                                                                 Hélder Gonçalves